Intervalo entre partos (IEP)

O intervalo de partos atual é o cálculo do número de meses entre o parto mais recente e o anterior das vacas que já tenham tido mais de um parto. Os dados abaixo não incluem vacas em primeira lactação.

INTERVALO ENTRE PARTOS (IEP) INTERPRETAÇÃO
Menor que 11,7 meses Pode ser muito baixo para vacas de alta produção
11,8 a 13 meses Ótima para a maioria dos rebanhos
13,1 a 13,5 meses Pequenos problemas para a maioria dos rebanhos
13,6 a 14,9 meses Problemas moderados para a maioria dos rebanhos
Maior que 14 meses Problemas severos para qualquer rebanho

Qual o impacto de um intervalo entre partos (IEP) elevado?

1- Queda na produção de leite;

2- Menor número de crias, impacto na evolução do plantel;

3- Diminuição dos dias produtivos;

4- Menor ganho genético;

5- Menor quantidade de leite em relação aos custos da alimentação.

 

Segue abaixo 02 exemplos

Exemplo 01: IEP de 18 meses, produção de leite acumulada em três anos foi de 16.000 Kg e dois partos.

Fonte: APCBRH 2014.

 

Exemplo 02: IEP de 12 meses, a produção de leite acumulada em três anos foi de 18.000 kg e tiveram três partos.

Fonte: APCBRH 2014.

 

Existem várias etapas e cuidados importantes para a redução do intervalo entre partos, dentre eles estão os cuidados sanitários, alimentares, bem estar e busca por apoio especializado, tudo isso somado ao acompanhamento do rebanho.

É muito importante acompanhar as datas de lançamento de novas coberturas para as matrizes, estabeleça os períodos e siga rigorosamente. Ex: se uma matriz deve receber nova cobertura 60 dias após o último parto, você deve adotar metodologias que possibilitem gerenciar esse processo. Algumas fazendas, por descuido dos donos, funcionários, ou até mesmo por não contar com uma ferramenta de apoio adequada, perdem a data de lançamento da nova cobertura para a matriz e acabam gerando um grande prejuízo para a propriedade.

Diagnóstico: Assim como acontece com as coberturas, o diagnóstico também pode ser rigorosamente acompanhado dentro do mesmo mecanismo de gestão. Imagine que você deixe passar 20 dias da data de lançamento da cobertura de uma determinada vaca e mais 10 dias para fazer o diagnóstico de gestação, só aqui já prorrogamos 30 dias no seu intervalo entre partos (IEP), apenas pela falta de mecanismos de gestão.

Aptidão a fase reprodutiva: Lembre-se: as bezerras de hoje são as produtoras de amanhã. É importante que estabeleça o período que estes animais estarão aptos à fase reprodutiva, geralmente adotado o critério de peso, mas o importante mesmo é não deixar estender ou mesmo perder este período.

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Perdas econômicas por falta de controle dos “dias em aberto”

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Informativo

Define-se como “Dias Abertos”, o número de dias entre o parto e a inseminação ou “cobertura de sucesso”, onde se dá início a uma nova gestação.

Problemas de fertilidade e/ou detecção de cio aumentam os dias abertos.

DIAS EM ABERTO INTERPRETAÇÃO
Menor que 85 dias Pode ser muito baixo para vacas de alta produção
86 a 115 Ótima para a maioria dos rebanhos
116 a 130 Pequenos problemas para a maioria dos rebanhos
131 a 145 Problemas moderados para a maioria dos rebanhos
Maior que 145 Problemas severos para qualquer rebanho

                                                                                                             Fonte: Santos & Vasconcelos (2007).

Em rebanhos de alta produção, se a média de “dias em aberto” esteja abaixo de 85 dias, pode indicar que as vacas estejam sendo cobertas muito cedo, fazendo com que parte do potencial de produção leiteira seja perdida. No entanto, em rebanhos com baixa persistência de lactação esse número pode ser interessante.

A meta é de que menos de 20% do rebanho estejam vazias e com mais de 150 dias, em lactação.

A figura abaixo mostra as perdas econômicas por períodos de serviço muitos longos:

*Perdas econômicas para cada dia adicional no período de serviço, além dos 85 dias em leite.

DIAS EM ABERTO PERDAS ECONÔMICAS POR DIA / VACA
85 – 100 dias R$ 0,71
101 – 115 dias R$ 0,71
116 – 130 dias R$ 1,94
131 – 145 dias R$ 3,37
146 – 160 dias R$ 5,30
161 – 175 dias R$ 8,42

Fonte: French&Nebel (2003).

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A importância da avaliação da produção de leite por animal

Arte---Avaliação-da-Produção-de-Leite

Cada vez mais a atividade leiteira no Brasil apresenta margens estreitas ao produtor e instabilidade em sua remuneração. A rentabilidade da atividade está diretamente ligada a indicadores zootécnicos e econômicos, onde tem influência direta na produção e consequentemente nos lucros.

Em fazendas onde não existem anotações dos eventos zootécnicos, o gerenciamento adequado das atividades realizadas se torna quase que impossível e, com isso o produtor não consegue visualizar sua real situação nem perceber para onde está caminhando. Entre os eventos zootécnicos que devem ser acompanhados em uma propriedade, estão os índices produtivos, fundamentais para fazer a avaliação da eficiência do sistema, como a produção de leite/vaca/dia.

A produção diária de leite individual deve ser monitorada com os seguintes objetivos:

  • Facilitar a divisão de lotes do rebanho;
  • Formular dietas adequadas para cada lote;
  • Acompanhar a curva de lactação de cada vaca;
  • Facilitar a identificação de problemas individuais;
  • Verificar a eficiência produtiva.

O leite de cada vaca deve ser pesado diariamente, semanalmente, quinzenalmente, ou no mínimo uma vez ao mês. Quanto menor o intervalo entre as pesagens, mais precisos serão os resultados.

As pesagens realizadas possibilitarão calcular o total da produção mensal de cada matriz. E, ao final da lactação, as somas das produções mensais resultarão na produção total de cada matriz. Esta produção total (na lactação), dividida pelo número de dias de lactação (de cada matriz), resultará na média diária/matriz durante todo o período de lactação. Deve-se buscar o ponto alto da produção de leite média diária/matriz para cada sistema produtivo e dentro da capacidade dos animais. Certamente, esta análise dependerá do perfil particular de cada projeto.

Quanto maior a produção diária do animal, maior a receita com a venda de leite e maior a diluição dos custos fixos por litro de leite. Porém, o aumento na produção traz consigo aumento nos custos variáveis, diminuição na eficiência reprodutiva e maiores chances de doenças metabólicas. Por isso, todos esses pontos devem ser levados em consideração ao se escolher a meta para cada sistema.

Cada produtor deve conhecer o nível de produtividade (média de produção/vaca/dia) máxima que as condições de manejo da propriedade permitem, nunca se esquecendo de que um maior nível de produtividade deve sempre ser almejado, mas desde que não se perca de vista a lucratividade.

 

Artigo adaptado: Rehagro

2017 vai ser favorável para o produtor e leite

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Após um ano de altas e baixas, 2017 tem tudo para ser um ano muito promissor ao produtor de leite. As condições para a produção de leite no país devem ser mais favoráveis que no ano anterior e com menor pressão de custos. Esse fator, somado à perspectiva de preços internacionais mais altos deve limitar as importações brasileiras, reduzindo o déficit da balança.

Dois importantes fatores apontam para condições melhores de produção e mercado para atividade.

Custos de produção – Concentrado

A CONAB divulgou, no último dia 8 de dezembro, suas projeções para a safra 2016/2017 de soja e milho.

No caso da soja (basicamente da safra de verão 2016/2017), o aumento na produção total esperado é de +7,3%, atingindo a casa das 102,4 mil toneladas do grão produzidas. Como um sinal de reação do mercado a este aumento nos volumes produzidos, os preços futuros da soja, de acordo com os contratos futuros negociados na BMF Bovespa, indicam hoje um preço médio de mercado da soja, no primeiro semestre de 2017, cerca de 2,4% menor do que o valor médio observado nos primeiros seis meses de 2016. Boa notícia!

Já no caso do milho, a notícia é melhor ainda. A projeção de produção total de milho em 2017, de acordo com a CONAB, é de crescimento expressivo, de 26% no volume total produzido no Brasil. A safra de verão deve crescer 7,3%, chegando a 27,7 milhões de toneladas e a safrinha (que há tempos já é maior do que a safra de verão) crescerá cerca de 37,7%.

Importações em baixa

Com o forte aumento dos preços internacionais dos lácteos – de julho a dezembro do ano passado, o preço médio do leite em pó integral subiu 73,5% na plataforma GDT – e com a leve desvalorização do real frente ao dólar de julho de 2016 para cá, as importações de lácteos ficaram muito menos competitivas em nosso mercado em relação à comparação feita no início de 2016. Devendo-se manter o cenário atual de preços internacionais e taxa de câmbio. Em 2017 pode-se esperar por um volume de importações de leite muito menor do que em 2016 (ano em que os volumes importados cresceram quase 80% em equivalente leite). Mais uma boa notícia para o produtor brasileiro!

Assim, se os altos e baixos do cenário de mercado de 2016 assustaram um pouco, pode-se esperar, com as informações que temos hoje, por um mercado mais favorável em 2017. A recomendação é manter as contas e os custos de produção bem controlados, para aproveitar ao máximo este bom cenário!

Fonte: Revista Produtor Itambé – Dezembro 2016

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