Taxa de Descarte e Reposição

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Taxa de descarte

 O objetivo de qualquer rebanho leiteiro é realizar descartes de forma voluntária e diminuir o descarte involuntário. O descarte voluntário deve ser realizado com o intuito de aumentar a produção de leite do rebanho por meio da seleção genética e limita-se, com cerca de 20 a 25% ao ano.

O descarte involuntário ocorre independente do potencial produtivo da vaca, onde o produtor é obrigado a fazê-lo. Como exemplo temos: problemas reprodutivos, enfermidades, como mastite, problemas de casco, etc. A diminuição do descarte involuntário auxilia na redução dos custos com animais de reposição, melhorando assim a taxa de crescimento interno do rebanho.

O maior prejuízo ao produtor acontece quando o descarte ocorre no primeiro parto, dependendo do preço do leite e dos custos com a reposição do plantel. Normalmente, leva em torno de 1,5 a 2 lactações para uma vaca pagar seus custos de criação. Ou seja, apenas na 3°lactação uma vaca leiteira vai gerar lucro ao produtor.

Vale lembrar:

  • É necessário a interpretação dos índices reprodutivos e de produção para acompanhar o descarte de vacas que dão prejuízo ao negócio.
  • A renda de uma fazenda leiteira se deve ao volume de leite vendido e a venda de animais.
  • A taxa de reposição de vacas leiteiras afeta a receita da propriedade, como também afeta o ganho genético dos animais nas características que estão sendo selecionadas.
  • A decisão de descartar ou manter uma vaca no rebanho baseia-se na expectativa sobre o desempenho na produção de leite desse animal.
  • Quanto maior o tempo de permanência de uma vaca no rebanho após a primeira cria e início do retorno dos investimentos no animal, maior o lucro obtido. Este período é chamado de vida útil ou produtiva da vaca.
  • É preciso muita informação antes de decidir descartar uma vaca leiteira.

É importante saber quais foram as causas do descarte desses animais, para analisar os dados e identificar quais medidas devem ser tomadas para evitar que isso ocorra. O produtor deve sempre anotar quando foi feito um descarte e qual foi a causa.

Taxa de reposição

 A reposição é muito importante sob o ponto de vista financeiro. Em sistemas intensivos (free -stall e compost barn), com alta produtividade, os valores podem chegar a 25% ao ano. Em rebanhos de média produtividade, criados em sistemas semiextensivos ou extensivos, as taxas de reposição giram em torno de 20% ao ano. O ideal é que a reposição seja feita com rebanho próprio, no entanto, nem sempre o produtor consegue taxas de prenhez que permitam isso, e acabam optando por comprar animais de fazendas externas.

 

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Fatores Influenciadores na queda de produção leiteira

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A bovinocultura de leite é praticada em todo o território nacional em mais de um milhão de propriedades rurais, fazendo com que o país esteja entre os 5 maiores produtores de leite do mundo. Desta maneira destaca-se a importância da atividade leiteira observando não só a relevante participação no PIB, como também no social, onde representa uma fonte de renda mensal, principalmente para pequenos produtores, contribuindo significativamente para permanência do homem no campo.

Segundo ALVES (2008) a produção de leite é influenciada por fatores fisiológicos e ambientais. Os fatores fisiológicos podem ser hereditários que diz respeito à composição genética dos animais e não hereditários que incluem o estágio da lactação, a idade, ordem da lactação, tamanho da vaca, o nível nutricional, entre outros fatores. Quanto aos fatores ambientais, podem ser citados o ano, a estação ou mês de parição e a frequência de ordenhas.

Conhecer esses fatores é essencial para que se possa atuar de maneira eficaz, diminuindo os problemas e por consequência obtendo uma maior produção de leite.

Vamos falar um pouco sobre os principais fatores fisiológicos não hereditários que se bem administrados, podem evitar uma queda da produção leiteira.

  • Estágio da lactação: É em torno de 4 a 8 semanas após o parto que a vaca irá atingir o pico de produção de leite, o estágio inicial caracteriza-se pela maior produção de leite, então vale ficar atento. Se seu rebanho possui muitos animais em fase final de lactação, pois isso pode ser um dos motivos que levam a queda de produção.
  • Duração da lactação: Para NEIVA (1991) a duração do período de lactação está diretamente relacionada à quantidade total de leite e é responsável por grande parte da variação nesta característica. O autor preconiza como ideal que o período entre a parição e o fim da lactação seja de 10 meses ou 305 dias, sendo necessário fornecer condições para que a vaca se mantenha produzindo leite em grande quantidade sem comprometer sua fisiologia. É importante cuidar para que seja feita a secagem dos animais no período correto.
  • Persistência da lactação: A partir do pico de lactação, a produção de leite decresce e esta taxa relaciona-se à persistência da lactação, ou seja, vacas de alta persistência apresentam menor decréscimo da produção após o pico. E considerada ótima a taxa de 90% de persistência para vacas especializadas e em torno de 80% para vacas não especializadas. Concluí-se que a persistência de lactação está diretamente ligada à lucratividade, pois uma vaca com maior persistência vai produzir mais leite, consumindo menor quantidade de alimento do que uma vaca com menor persistência.
  • Ordem da lactação: A ordem de lactação é responsável por 20 a 25% da variabilidade na produção de leite. Segundo DOMINGUES (1897) uma novilha parindo aos dois anos produzirá 70 a 80% do total de leite produzido quando adulta. Ou seja, outro fator que devemos observar é se o rebanho está composto de muitas novilhas de 1° e 2° cria, quando esse número deveria estar equilibrado. Em raças especializadas como a Holandesa, a máxima produção de leite é alcançada entre a 3ª e a 5ª lactações, e em Girolandas entre a 4ª e a 6ª lactações
  • Período seco: O período seco é importante para permitir a regeneração de células epiteliais danificadas e para aumentar a percentagem de células epiteliais na glândula mamária antes da próxima lactação e por último completar as reservas corporais. PINHEIRO et al. (2009) disseram que o período seco de 60 dias vem, há muito tempo, sendo adotado pela maioria dos criadores de gado leiteiro com o objetivo de maximizar a lactação seguinte, além de assegurar o desenvolvimento do feto e permitir acumular colostro. Para ALVES (2008) o período seco deve ser de, no mínimo, 35 dias, no entanto, uma redução para menos de 40 a 60 dias já reduz a produção de leite na lactação subsequente em 25 a 30%. Então observamos que é de extrema importância respeitar o período seco da vaca antes do parto, para isso devemos saber exatamente qual é a previsão de parto para sabermos quando secar o animal.

Além desses 5 fatores citados acima, temos diversos outros fatores que podem influenciar na queda da produção leiteira de uma propriedade, entre eles estão: Idade dos animais, conforto térmico, disponibilidade de água, manejo correto, alimentação correta e controle sanitário, principalmente evitando a mastite.

Como observamos em nosso texto não é fácil ter controle disso tudo, pois são inúmeros os fatores que devemos estar atentos, então nada melhor do que ter um aliado no gerenciamento de sua propriedade leiteira.

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Mercado desafiador

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 Mercado Desafiador

Todos sabemos que a cada dia que passa fica mais difícil produzir leite no Brasil, cada vez mais o produtor se depara com uma margem de lucro apertada, custos elevados, dificuldade em encontrar mão de obra e diversos outros fatores. No entanto, em tempos de crise também surgem oportunidades e precisamos nos reinventar.

Alguns produtores conseguem “driblar” a crise adotando algumas medidas simples: administrar a relação entre ganho e despesa corretamente, tendo um maior controle zootécnico por meio de anotações tanto da produção quanto reprodução e sanidade e até mesmo montando uma espécie de equipe central de compras, para negociar em maior escala os medicamentos e insumos para a fazenda em preços mais acessíveis.

É preciso se adaptar para sobreviver no negócio

A tendência de mercado apontada por especialistas é de que os produtores que não conseguirem se adaptar à crise e reestruturarem sua linha de negócios e produção, vão perder participação de mercado e, até mesmo, ter que deixar o negócio. “Quem não conseguir se adequar a nova realidade, não sobreviverá”, diz Henrique Costales Junqueira, gerente da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial. “Alguns produtores estão reduzindo a produção, desestimulados com a situação”, afirma Junqueira.

Uma grande aposta do Brasil é impulsionar a exportação, mas para que isso aconteça é preciso melhorar a qualidade do leite brasileiro. Segundo Cássio Camargos, consultor da Aproleite, há dois grandes problemas atualmente em relação à qualidade do produto nacional. O primeiro, diz respeito a questões sanitárias, ligadas diretamente à limpeza dos aparelhos, que acabam contaminando o produto e o segundo, é relacionada à saúde das vacas, examinadas pela Contagem de Células Somáticas (CCS). Ainda de acordo com o consultor, propor análises para medir a quantidade de bactéria no leite e ter sempre o gerenciamento zootécnico, com contagem para avaliar se as vacas estão doentes, assim como treinar os ordenadores, são as principais medidas para diminuir esse problema. Dados da Aproleite apontam que, atualmente, 50% do leite nacional está fora do padrão de qualidade exigido.

Avanço da tecnologia

A tecnologia ao homem do campo chegou e chegou para ficar e os produtores precisam se adaptar para se manter no mercado. Diversas são as tecnologias encontradas que trazem benefícios aos produtores de leite, desde ordenhadeiras, implementos e até sistemas para gerenciamento da propriedade.

Com tudo isso em mãos e a vontade de crescer, o produtor terá maior chance de sucesso e um risco muito baixo de ter prejuízos e acabar deixando a atividade.

Fonte: CNA

 

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Produza leite de qualidade de maneira simples

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 Para aumentar a qualidade do leite, os pecuaristas leiteiros devem dar especial importância à saúde animal, à ordenha e ao armazenamento.

Algumas dicas para aumentar a qualidade do leite são essenciais para que o pecuarista leiteiro obtenha maior rentabilidade e ganhe mais espaço no mercado consumidor, que anda cada vez mais exigente quanto a produtos alimentícios. Fatores como saúde e bem-estar animal, nutrição, cuidados durante a ordenha, instalações e armazenamento influenciam na qualidade do produto final. Por isso, os produtores de leite devem dar especial importância a esses aspectos, para oferecer ao consumidor leite com alto padrão.

Nutrição

A nutrição adequada de vacas leiteiras é um fator que influencia diretamente na qualidade do leite.  Quanto maior a quantidade de leite produzido, maior deve ser o volume de nutrientes oferecidos àquele animal. Por isso é importante consultar uma assistência técnica.

Instalações

As instalações de manejo do gado leiteiro geram um grande impacto na qualidade do produto final. Por isso, a vacas leiteiras devem estar em ambiente higienizado, livre de agentes contaminantes, principalmente os causadores de mastite.

Saúde do animal

A prevenção de doenças, como a mastite, aumentam a qualidade do leite e a produtividade do rebanho. Garantir uma produção de leite sem resíduos faz com que os produtores obtenham maiores vantagens sobre o valor, devido a qualidade nutricional do produto.

Manejo

No momento da ordenha, é importante que o funcionário utilize roupagem adequada e luvas. Além disso, um antisséptico pré-ordenha deve ser utilizado e seu tempo de ação respeitado. Seguindo este processo, você obedecerá aos padrões de higiene, garantindo a saúde do animal. Se o processo de ordenha for mecânico, a máquina deve passar por manutenções periódicas e também limpeza diária, para que não cause problemas no teto das vacas, como lesões, que aumentam as chances de infecção e aumento da contagem bacteriana.

A limpeza do tanque de armazenamento também deve ser feita com frequência e de forma correta.

 

Você sabia?

Várias indústrias estão buscando por leite de melhor qualidade e remunerando o produtor com um preço melhor caso ele atinja os níveis de qualidade exigidos.

Então não deixe de perder dinheiro, invista na qualidade do seu produto e tenha maior lucratividade.

 

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Intervalo entre partos (IEP)

O intervalo de partos atual é o cálculo do número de meses entre o parto mais recente e o anterior das vacas que já tenham tido mais de um parto. Os dados abaixo não incluem vacas em primeira lactação.

INTERVALO ENTRE PARTOS (IEP) INTERPRETAÇÃO
Menor que 11,7 meses Pode ser muito baixo para vacas de alta produção
11,8 a 13 meses Ótima para a maioria dos rebanhos
13,1 a 13,5 meses Pequenos problemas para a maioria dos rebanhos
13,6 a 14,9 meses Problemas moderados para a maioria dos rebanhos
Maior que 14 meses Problemas severos para qualquer rebanho

Qual o impacto de um intervalo entre partos (IEP) elevado?

1- Queda na produção de leite;

2- Menor número de crias, impacto na evolução do plantel;

3- Diminuição dos dias produtivos;

4- Menor ganho genético;

5- Menor quantidade de leite em relação aos custos da alimentação.

 

Segue abaixo 02 exemplos

Exemplo 01: IEP de 18 meses, produção de leite acumulada em três anos foi de 16.000 Kg e dois partos.

Fonte: APCBRH 2014.

 

Exemplo 02: IEP de 12 meses, a produção de leite acumulada em três anos foi de 18.000 kg e tiveram três partos.

Fonte: APCBRH 2014.

 

Existem várias etapas e cuidados importantes para a redução do intervalo entre partos, dentre eles estão os cuidados sanitários, alimentares, bem estar e busca por apoio especializado, tudo isso somado ao acompanhamento do rebanho.

É muito importante acompanhar as datas de lançamento de novas coberturas para as matrizes, estabeleça os períodos e siga rigorosamente. Ex: se uma matriz deve receber nova cobertura 60 dias após o último parto, você deve adotar metodologias que possibilitem gerenciar esse processo. Algumas fazendas, por descuido dos donos, funcionários, ou até mesmo por não contar com uma ferramenta de apoio adequada, perdem a data de lançamento da nova cobertura para a matriz e acabam gerando um grande prejuízo para a propriedade.

Diagnóstico: Assim como acontece com as coberturas, o diagnóstico também pode ser rigorosamente acompanhado dentro do mesmo mecanismo de gestão. Imagine que você deixe passar 20 dias da data de lançamento da cobertura de uma determinada vaca e mais 10 dias para fazer o diagnóstico de gestação, só aqui já prorrogamos 30 dias no seu intervalo entre partos (IEP), apenas pela falta de mecanismos de gestão.

Aptidão a fase reprodutiva: Lembre-se: as bezerras de hoje são as produtoras de amanhã. É importante que estabeleça o período que estes animais estarão aptos à fase reprodutiva, geralmente adotado o critério de peso, mas o importante mesmo é não deixar estender ou mesmo perder este período.

Tenha melhor controle sobre seu rebanho e mais tempo livre, deixe os indicadores zootécnicos por conta do Software Leigado.

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Perdas econômicas por falta de controle dos “dias em aberto”

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Define-se como “Dias Abertos”, o número de dias entre o parto e a inseminação ou “cobertura de sucesso”, onde se dá início a uma nova gestação.

Problemas de fertilidade e/ou detecção de cio aumentam os dias abertos.

DIAS EM ABERTO INTERPRETAÇÃO
Menor que 85 dias Pode ser muito baixo para vacas de alta produção
86 a 115 Ótima para a maioria dos rebanhos
116 a 130 Pequenos problemas para a maioria dos rebanhos
131 a 145 Problemas moderados para a maioria dos rebanhos
Maior que 145 Problemas severos para qualquer rebanho

                                                                                                             Fonte: Santos & Vasconcelos (2007).

Em rebanhos de alta produção, se a média de “dias em aberto” esteja abaixo de 85 dias, pode indicar que as vacas estejam sendo cobertas muito cedo, fazendo com que parte do potencial de produção leiteira seja perdida. No entanto, em rebanhos com baixa persistência de lactação esse número pode ser interessante.

A meta é de que menos de 20% do rebanho estejam vazias e com mais de 150 dias, em lactação.

A figura abaixo mostra as perdas econômicas por períodos de serviço muitos longos:

*Perdas econômicas para cada dia adicional no período de serviço, além dos 85 dias em leite.

DIAS EM ABERTO PERDAS ECONÔMICAS POR DIA / VACA
85 – 100 dias R$ 0,71
101 – 115 dias R$ 0,71
116 – 130 dias R$ 1,94
131 – 145 dias R$ 3,37
146 – 160 dias R$ 5,30
161 – 175 dias R$ 8,42

Fonte: French&Nebel (2003).

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A importância da avaliação da produção de leite por animal

Arte---Avaliação-da-Produção-de-Leite

Cada vez mais a atividade leiteira no Brasil apresenta margens estreitas ao produtor e instabilidade em sua remuneração. A rentabilidade da atividade está diretamente ligada a indicadores zootécnicos e econômicos, onde tem influência direta na produção e consequentemente nos lucros.

Em fazendas onde não existem anotações dos eventos zootécnicos, o gerenciamento adequado das atividades realizadas se torna quase que impossível e, com isso o produtor não consegue visualizar sua real situação nem perceber para onde está caminhando. Entre os eventos zootécnicos que devem ser acompanhados em uma propriedade, estão os índices produtivos, fundamentais para fazer a avaliação da eficiência do sistema, como a produção de leite/vaca/dia.

A produção diária de leite individual deve ser monitorada com os seguintes objetivos:

  • Facilitar a divisão de lotes do rebanho;
  • Formular dietas adequadas para cada lote;
  • Acompanhar a curva de lactação de cada vaca;
  • Facilitar a identificação de problemas individuais;
  • Verificar a eficiência produtiva.

O leite de cada vaca deve ser pesado diariamente, semanalmente, quinzenalmente, ou no mínimo uma vez ao mês. Quanto menor o intervalo entre as pesagens, mais precisos serão os resultados.

As pesagens realizadas possibilitarão calcular o total da produção mensal de cada matriz. E, ao final da lactação, as somas das produções mensais resultarão na produção total de cada matriz. Esta produção total (na lactação), dividida pelo número de dias de lactação (de cada matriz), resultará na média diária/matriz durante todo o período de lactação. Deve-se buscar o ponto alto da produção de leite média diária/matriz para cada sistema produtivo e dentro da capacidade dos animais. Certamente, esta análise dependerá do perfil particular de cada projeto.

Quanto maior a produção diária do animal, maior a receita com a venda de leite e maior a diluição dos custos fixos por litro de leite. Porém, o aumento na produção traz consigo aumento nos custos variáveis, diminuição na eficiência reprodutiva e maiores chances de doenças metabólicas. Por isso, todos esses pontos devem ser levados em consideração ao se escolher a meta para cada sistema.

Cada produtor deve conhecer o nível de produtividade (média de produção/vaca/dia) máxima que as condições de manejo da propriedade permitem, nunca se esquecendo de que um maior nível de produtividade deve sempre ser almejado, mas desde que não se perca de vista a lucratividade.

 

Artigo adaptado: Rehagro

2017 vai ser favorável para o produtor e leite

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Após um ano de altas e baixas, 2017 tem tudo para ser um ano muito promissor ao produtor de leite. As condições para a produção de leite no país devem ser mais favoráveis que no ano anterior e com menor pressão de custos. Esse fator, somado à perspectiva de preços internacionais mais altos deve limitar as importações brasileiras, reduzindo o déficit da balança.

Dois importantes fatores apontam para condições melhores de produção e mercado para atividade.

Custos de produção – Concentrado

A CONAB divulgou, no último dia 8 de dezembro, suas projeções para a safra 2016/2017 de soja e milho.

No caso da soja (basicamente da safra de verão 2016/2017), o aumento na produção total esperado é de +7,3%, atingindo a casa das 102,4 mil toneladas do grão produzidas. Como um sinal de reação do mercado a este aumento nos volumes produzidos, os preços futuros da soja, de acordo com os contratos futuros negociados na BMF Bovespa, indicam hoje um preço médio de mercado da soja, no primeiro semestre de 2017, cerca de 2,4% menor do que o valor médio observado nos primeiros seis meses de 2016. Boa notícia!

Já no caso do milho, a notícia é melhor ainda. A projeção de produção total de milho em 2017, de acordo com a CONAB, é de crescimento expressivo, de 26% no volume total produzido no Brasil. A safra de verão deve crescer 7,3%, chegando a 27,7 milhões de toneladas e a safrinha (que há tempos já é maior do que a safra de verão) crescerá cerca de 37,7%.

Importações em baixa

Com o forte aumento dos preços internacionais dos lácteos – de julho a dezembro do ano passado, o preço médio do leite em pó integral subiu 73,5% na plataforma GDT – e com a leve desvalorização do real frente ao dólar de julho de 2016 para cá, as importações de lácteos ficaram muito menos competitivas em nosso mercado em relação à comparação feita no início de 2016. Devendo-se manter o cenário atual de preços internacionais e taxa de câmbio. Em 2017 pode-se esperar por um volume de importações de leite muito menor do que em 2016 (ano em que os volumes importados cresceram quase 80% em equivalente leite). Mais uma boa notícia para o produtor brasileiro!

Assim, se os altos e baixos do cenário de mercado de 2016 assustaram um pouco, pode-se esperar, com as informações que temos hoje, por um mercado mais favorável em 2017. A recomendação é manter as contas e os custos de produção bem controlados, para aproveitar ao máximo este bom cenário!

Fonte: Revista Produtor Itambé – Dezembro 2016

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Conforto térmico para vacas leiteiras

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Vacas leiteiras necessitam de ambiente que propicie as condições mínimas para a sua produção. Estes que são capazes de perceberem pequenos aumentos de temperatura e umidade, ao ponto de permanecerem mais tempo à sombra nos momentos mais quentes do dia, e também reduzem o consumo de alimento, conseqüentemente a produção leiteira e a fertilidade destes é diminuída. Causando um prejuízo significativo direto ao produtor.

Vacas leiteiras sob estresse térmico têm o seu desempenho produtivo e reprodutivo reduzido como consequência do acionamento dos mecanismos que regulam a temperatura corporal.

Ruminantes afetados por estresse de calor tendem a reduzir a ingestão de forragem volumosa, reduzindo a ingestão de matéria seca em aproximadamente 25% na tentativa de minimizar a produção de calor. O aumento da frequência respiratória e da ofegação são mecanismos fisiológicos importantes para perda de calor. No entanto, esses fatores utilizam gasto de energia, resultando no aumento da mantença diária de bovinos de leite de 7 para 25%, o que resulta também em produção de calor e perda de produtividade.

Com a temperatura ambiente acima de 30°C, o animal diminui a ingestão de alimentos e a produção de leite cai, e há um aumento de taxa respiratória, aumento dos batimentos cardíacos, sudorese, aumento na ingestão de água, diminuição na ingestão de alimentos e pastejo e ocorre a  procura por sombra e locais frescos.

Controle do estresse calórico:

O uso de instalações que reduzem a temperatura pode melhorar tanto a produção de leite como a taxa de prenhez desses animais.

É muito importante uma ventilação eficiente, desde as orientações das instalações até as árvores para o sombreamento adequado da área onde os animais permanecem.

Visando uma temperatura e conforto adequado, algumas medidas de sombreamento artificial, como uso de sombrites e aspersão de água são adotadas e muito bem sussedidas na prática. A técnica de aspersão utilizada em galpões tipo free stall, compost barn ou  sala de espera de ordenha pode proporcionar um aumento de 3% na produção de leite. Essa diferença na produção, apesar de pouco significativa, representa um aumento de 5,8% na receita mensal.

Visando um conforto térmico algumas medidas no manejo e ambientes podem ser tomadas:

  1. Plantio de árvores para um sombreamento natural e eficiente, pode-se adotar praticas silvipastorís visando também uma utilização florestal e agrícola da terra;
  1. Construção de sombra, utilizando sombrites por exemplo, nas áreas de descanso e sala de espera;
  1. Água fresca, limpa e a vontade a todos os lotes de animais;
  1. Reduzir distâncias que os animais precisam percorrer para se alimentar, beber ou ir para a ordenha; posicionando cochos e bebedouros em locais estratégicos;
  1. Reduzir o tempo na sala de espera;

6. Melhorar ventilação e resfriamento na sala de espera;

7. Instalar sistema de resfriamento em free stall e compost barn.

Fique atento e evite perdas produtivas e reprodutivas de seus animais, e ainda garanta um conforto e bem estar dos mesmos, o resultado virá em alta produtividade.

 

Jéssica Guzzo de Godois, Zootecnista Leigado Inteligência para Pecuária.

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Diagnóstico de Gestação

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Dentro de uma propriedade leiteira, o diagnóstico de gestação é um fator primordial. Para um controle reprodutivo de qualidade é imprescindível a realização do diagnóstico precoce da gestação, tanto para identificar as vacas prenhas como para detectar problemas reprodutivos e tratá-los logo no início.

Ao realizar o manejo reprodutivo das vacas, seja por inseminação artificial ou não, é muito importante detectar se o processo foi eficaz e se realmente aconteceu à concepção, evitando assim, manter por muito tempo uma vaca sem estar prenha, ou vazia, como costuma-se dizer. O diagnóstico de gestação é realizado para que esse procedimento seja controlado e atualmente é o método mais utilizado, devido a sua eficiência na detecção da prenhes. Ele identifica as vacas que não ficaram prenhas, permitindo a busca dos problemas que resultaram nisso. Desta forma, fica mais fácil tomar decisões para descarte por infertilidade ou realizar tratamentos medicamentosos nesses animais.

Além disso, a identificação das vacas prenhas permite a realização de um planejamento, possibilitando um cuidado diferenciado com a alimentação e manejos realizados nas gestantes. Prevenindo, também, doenças metabólicas e fazendo com que a futura bezerra se desenvolva da melhor forma possível, visando a reposição de plantel no futuro.

Para facilitar o trabalho do veterinário ou assistente técnico no momento desse diagnóstico, a Leigado – Inteligência para Pecuária criou uma tela exclusiva para este fim, onde pode ser listado todas as novilhas e as vacas em lactação, apresentando informações como: Data do último parto; dias em lactação; data da última inseminação ou cobertura; número de inseminações aplicadas; touro utilizado; status (prenha, vazia, liberada ou em aberto), quantos dias está prenha; e observações para o diagnóstico de gestação. Isso tudo deixa na vantagem os médicos veterinários, zootecnistas, técnicos e também produtores.

  • Dica: O relatório pode ser impresso e utilizado durante o processo de ultrassom. Caso tenha acesso a internet no local do ultrassom, a alteração do status ainda pode ser feita online.

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Jéssica Guzzo de Godois, Zootecnista Leigado Inteligência para Pecuária.

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