Com o aumento das unidades de criação intensivas de produção de leite e a demanda cada vez maior de aumentar a produção é necessário pensar em todas as variáveis que podem afetar a produção de leite, desde o nascimento da bezerra até o momento da ordenha.

Um dos fatores que mais influenciam a produção, e mais especificamente a liberação do leite produzido, é o momento que antecede a ordenha, onde ocorre a liberação de ocitocina, que irá realizar a compressão dos alvéolos a fim de liberar todo o leite produzido, resultando não apenas em uma maior produção, mas também em saúde para o úbere com a diminuição do risco de mastite.

Essa liberação de ocitocina depende de fatores como o manejo realizado na condução dos animais até a sala de espera, que quando mal executado pode estressar os animais promovendo a liberação de adrenalina, hormônio que corta o efeito da ocitocina. O barulho da ordenha, a presença conhecida do ordenhador, e outros fatores ambientais são muito importantes, pois os bovinos leiteiros gostam de rotina, e quanto mais à vontade estiver, mais ocitocina o sistema endócrino irá liberar.

Além disso, quando os animais chegam à sala de espera, devem ter um tempo de descanso, mesmo que a distância do alojamento não seja grande. Este tempo é utilizado para que o animal retorne a sua temperatura corporal e direcione o seu metabolismo para a liberação do leite. Neste momento, é importante utilizar ferramentas para que o tempo de espera seja reduzido e também promover um maior bem-estar aos animais.

Nesse sentido, os pecuaristas tem utilizado o resfriamento das salas de espera, com a utilização de vento e água. Os ventiladores são posicionados e acionados de maneira que o vento chegue ao corpo do animal a 3 metros por segundo, intercalando com a aspersão de água, que seca o animal realizando a perda de calor.

Drag Racing Fonte: Revista Balde Branco

Como alternativa para produtores com animais manejados a pasto que não possuem a sala de ordenha anexa a barracões e que muitas vezes são abertas, é a utilização de tela de sombrite, que é um material de baixo custo, que promove uma diminuição da incidência solar nos animais, e se houver uma boa ventilação natural pode ser aliado a um simples bico aspersor, que irá auxiliar na dissipação do calor do corpo dos animais.

Drag Racing Fonte: EducaPoint

Lembrando que todas as instalações que utilizam água como maneira de refrescar os animais ou limpar a instalação devem ter pisos com declividade de 1 a 3 % para facilitar o escoamento de água e dejetos, com ranhuras (frisos) com distância média de 8 centímetros, para que os animais não escorreguem, evitando assim problemas articulares e de casco.

Fontes:

COMPRE RURAL, Gado de leite: Sala de resfriamento em fazendas leiteiras, 2017. Disponível em: https://www.comprerural.com/gado-de-leite-sala-de-resfriamento-em-fazendas-leiteiras/

OLIVEIRA, M. A. de O. Projetos de gado leiteiro: ênfase instalações. Embrapa. Disponível em: https://www.embrapa.br/documents/1354377/1875819/Projeto-gado-leite-instalcoes-Marcelli-Oliveira.pdf/cbe10483-d17c-42f8-837b-200aaaf6da40?version=1.0