A brucelose bovina é uma enfermidade infectocontagiosa, que pode causar graves danos na saúde, dos animais e dos seres humanos, principalmente profissionais e produtores envolvidos com atividade pecuária, sendo classificada como zoonose. Seu agente causador é a bactéria Brucella abortus, amplamente distribuída pelo mundo. Caracterizando a doença por problemas reprodutivos, tais como infertilidade e aborto.

As perdas com essa enfermidade, refletem diretamente na lucratividade da pecuária, causando sérios prejuízos econômicos e produtivo ao mercado de agronegócio da bovinocultura. Perdas também são decorrentes da menor produtividade de bovinos, redução da capacidade de trabalho dos seres humanos infectados, também ocasionando restrição na área de exportação.

A contaminação em animais, se dá pela ingestão de pasto e água contaminados, com secreções, restos de membranas fetais, fetos oriundos de aborto, animais e materiais contaminados. Outro meio de contaminação é a monta natural, principalmente quando os reprodutores têm a doença, a inseminação artificial também pode ser uma porta de entrada de contaminação, ocorrendo somente se o estiver sêmen contaminado. Em caso de humanos a infecção da doença, ocorre na manipulação de carcaças contaminadas e secreção, ou então a ingestão de leite não pasteurizado. Assim como nos animais ela manifesta sinais clínicos no humanos.

A brucelose é influenciada pela idade sexo e fase reprodutiva do animal. Animais maduros sexualmente e prenhes são mais susceptíveis a infecção, principalmente no terço final de gestação. As suspeitas de brucelose são dão em decorrentes de abortos no terço final da gestação, mas é necessário realizar diagnostico diferencial, para descartar outras possíveis doenças com sinais clínicos similares. Por isso, se deve solicitar a visita do Médico Veterinário, para avaliar sinais clínicos e tomar as devidas providências.

A vacinação é a forma mais eficiente para a prevenção da brucelose, onde bezerras de 3 a 8 meses são vacinadas, com dose única com a vacina B19. Fêmeas que passaram da idade de vacinação ou decorrentes de outras situações deve ser administrada a vacina RB51, onde esses animais desenvolvem uma resposta imune mediante a vacinação, tonando-se resistente a infecção. A vacinação dos animais, deve ser realizada por médicos veterinários credenciados, pois a vacina tema em sua composição agentes biológicos vivos, devendo ser manipulada com cautela, sendo obrigatório o uso de IPI. Após a vacinação os animais devem ser obrigatoriamente marcados, marca padronizada do lado esquerdo da face dos animais. Existe uma diferença na marcação de B19 e RB51, sendo B19 marca-se apenas o ultimo digito do ano e RB51 marca-se apenas V.

O tratamento para esta doença não é viável, outra forma de controle, além da vacinação é a realização obrigatória dos exames nos animais de produção de leite, obrigatoriamente exigidos pelos laticínios. Quando houver animais positivos no rebanho, os mesmos são marcados com a letra P no lado direto da face, seguindo de isolamento do restante do rebanho, afastados da produção e abatidos em estabelecimento sob serviço de inspeção pelo médico veterinário.

O MAPA (Ministério da Agricultara, Pecuária e Abastecimento) por meio da Instituição Normativa n° 2, de 10 de janeiro de 2001, implementou o Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose – PNCEBT, com objetivo de, baixar a prevalência e a incidência de casos de brucelose e tuberculose. A vacinação das bezerras, combinada com exames sorológicos e abate de animais com brucelose, causou um efeito positivo na diminuição da prevalência da doença no país. Com o controle e a erradicação de brucelose e tuberculose, aumenta o ciclo produtivo da pecuária bovina, gerando produtos de credibilidade e qualidade, favorecendo assim a lucratividade do produtor e do mercado pecuário.

Por: Amanda Turok Sauka, Acadêmica de Medicina Veterinária

Fonte:

http://www.agricultura.gov.br/

EMBRAPA. Brucelose e Tuberculose bovina: epidemiologia, controle e diagnóstico– Brasília: Embrapa Infomações Tecnológica, p.13-45,2004.

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