A atividade leiteira vem ganhando forças no Brasil nos últimos anos, tendo em vista que a atividade apresentou os primeiros registros de sua produção em 1961 (VILELA et al., 2017), o qual foi de 5,2 milhões de toneladas e 56 anos depois em 2017, foram registrados 35 milhões de toneladas (EMBRAPA, 2018), contemplando um aumento de 673% neste período, mas com certeza ainda há potencial para crescimento.

Grande parte desse crescimento se deve ao emprego de novas tecnologias e gerenciamento de recurso destinados a atividade. Com o passar dos anos as propriedades leiteiras se adequaram a realidade de uma atividade que não mais seria para a compra do mês e sim passou a ser a fonte de renda principal e empregar famílias. Com a demanda de profissionalismo se fez necessário gerir a propriedade, não apenas como uma atividade complementar, mas como uma empresa. O gerenciamento eficiente torna a propriedade mais lucrativa e preparada para enfrentar crises que acometem o setor, a cada ano.

Que a gestão de recursos em uma propriedade leiteira é importante todos os produtores de leite já sabem, agora o que muitas vezes não fica claro, é como realizar essa gestão, por onde começar um processo de gestão, isso sim deixa muito a desejar quando falamos em gestão. Mas vamos dar algumas dicas de como começar o gerenciamento da sua empresa do leite e se manter firme frente a qualquer crise que venha a surgir.

Primeiramente, devemos entender um pouco do negócio, ressaltando que temos períodos em que o litro de leite apresenta um valor mais alto e insumos essenciais com preços mais baixos, sobrando uma margem e épocas em que o valor do leite fica mais baixo e insumos mais altos, deixando o saldo no vermelho. Essas situações acontecem anualmente, tudo depende de como se comporta o consumo e a produção de lácteos no país. Depois de uma análise do futuro do mercado do ano seguinte, o ideal é planejar as ações e operações que devem ser realizadas para que o sucesso seja garantido.

Mas como fazer esse planejamento?

Divida a atividade por setores (bezerras, novilhas, vacas secas…), determine a equipe e coloque um responsável por cada setor. Depois de determinar o responsável por cada setor, liste e descreva os recursos, necessários para manter cada setor (alimentação, medicamentos, instalação…). Coloque o que está bom, o que precisa ser melhorado e no que pode ser economizado dentro de cada setor.

Desta forma terá em mãos um guia, com informações onde deve ser investido os recursos objetivando mais ganhos, ou menos perdas, o que se caracteriza por economias. Com esse guia você poderá determinar ações a curto, médio e longo prazo, provisionando a utilização de insumos e recursos financeiros para realizar as ações de que necessita. Inicie uma melhoria a cada vez, tomando cuidado para que não seja comprometido mais do que 10% da renda mensal com investimentos.

Outra ação importante a ser tomada, é determinar um pró-labore (salário) para cada um da equipe ou dos membros familiares, sem que se comprometa as ações de investimento e melhorias necessárias para a manutenção dos setores e sempre com uma reserva para épocas de crise.

A gestão das propriedades não é tão simples quanto parece, necessita de tempo disponível o que nem sempre é um recurso disponível nas propriedades leiteiras. Uma boa ação a ser tomada é encontrar um sistema de gerenciamento e o sistema Leigado é uma ótima opção, pois já separa os setores dentro do sistema, facilitando a identificação de recurso a serem investidos, além de fornecer indicadores os quais podem ser fundamentais para a tomada de decisão das ações a serem realizadas.

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Por Jucemara Rösler, mestranda em zootecnia.

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Referências EMBRAPA, Anuário Leite 2018 Edição Digital. Disponível em <www.embrapa.br/gado-de-leite>, 2018.

VILELA, D.; RESENDE, J. C. DE; LEITE, J. B.; ALVES, E. A evolução do leite no Brasil em cinco décadas- Revista Política Agrícola- Ano XXVI – No 1 – Jan./Fev./Mar. 2017.