Fatores Influenciadores na queda de produção leiteira

Informativo

 

A bovinocultura de leite é praticada em todo o território nacional em mais de um milhão de propriedades rurais, fazendo com que o país esteja entre os 5 maiores produtores de leite do mundo. Desta maneira destaca-se a importância da atividade leiteira observando não só a relevante participação no PIB, como também no social, onde representa uma fonte de renda mensal, principalmente para pequenos produtores, contribuindo significativamente para permanência do homem no campo.

Segundo ALVES (2008) a produção de leite é influenciada por fatores fisiológicos e ambientais. Os fatores fisiológicos podem ser hereditários que diz respeito à composição genética dos animais e não hereditários que incluem o estágio da lactação, a idade, ordem da lactação, tamanho da vaca, o nível nutricional, entre outros fatores. Quanto aos fatores ambientais, podem ser citados o ano, a estação ou mês de parição e a frequência de ordenhas.

Conhecer esses fatores é essencial para que se possa atuar de maneira eficaz, diminuindo os problemas e por consequência obtendo uma maior produção de leite.

Vamos falar um pouco sobre os principais fatores fisiológicos não hereditários que se bem administrados, podem evitar uma queda da produção leiteira.

  • Estágio da lactação: É em torno de 4 a 8 semanas após o parto que a vaca irá atingir o pico de produção de leite, o estágio inicial caracteriza-se pela maior produção de leite, então vale ficar atento. Se seu rebanho possui muitos animais em fase final de lactação, pois isso pode ser um dos motivos que levam a queda de produção.
  • Duração da lactação: Para NEIVA (1991) a duração do período de lactação está diretamente relacionada à quantidade total de leite e é responsável por grande parte da variação nesta característica. O autor preconiza como ideal que o período entre a parição e o fim da lactação seja de 10 meses ou 305 dias, sendo necessário fornecer condições para que a vaca se mantenha produzindo leite em grande quantidade sem comprometer sua fisiologia. É importante cuidar para que seja feita a secagem dos animais no período correto.
  • Persistência da lactação: A partir do pico de lactação, a produção de leite decresce e esta taxa relaciona-se à persistência da lactação, ou seja, vacas de alta persistência apresentam menor decréscimo da produção após o pico. E considerada ótima a taxa de 90% de persistência para vacas especializadas e em torno de 80% para vacas não especializadas. Concluí-se que a persistência de lactação está diretamente ligada à lucratividade, pois uma vaca com maior persistência vai produzir mais leite, consumindo menor quantidade de alimento do que uma vaca com menor persistência.
  • Ordem da lactação: A ordem de lactação é responsável por 20 a 25% da variabilidade na produção de leite. Segundo DOMINGUES (1897) uma novilha parindo aos dois anos produzirá 70 a 80% do total de leite produzido quando adulta. Ou seja, outro fator que devemos observar é se o rebanho está composto de muitas novilhas de 1° e 2° cria, quando esse número deveria estar equilibrado. Em raças especializadas como a Holandesa, a máxima produção de leite é alcançada entre a 3ª e a 5ª lactações, e em Girolandas entre a 4ª e a 6ª lactações
  • Período seco: O período seco é importante para permitir a regeneração de células epiteliais danificadas e para aumentar a percentagem de células epiteliais na glândula mamária antes da próxima lactação e por último completar as reservas corporais. PINHEIRO et al. (2009) disseram que o período seco de 60 dias vem, há muito tempo, sendo adotado pela maioria dos criadores de gado leiteiro com o objetivo de maximizar a lactação seguinte, além de assegurar o desenvolvimento do feto e permitir acumular colostro. Para ALVES (2008) o período seco deve ser de, no mínimo, 35 dias, no entanto, uma redução para menos de 40 a 60 dias já reduz a produção de leite na lactação subsequente em 25 a 30%. Então observamos que é de extrema importância respeitar o período seco da vaca antes do parto, para isso devemos saber exatamente qual é a previsão de parto para sabermos quando secar o animal.

Além desses 5 fatores citados acima, temos diversos outros fatores que podem influenciar na queda da produção leiteira de uma propriedade, entre eles estão: Idade dos animais, conforto térmico, disponibilidade de água, manejo correto, alimentação correta e controle sanitário, principalmente evitando a mastite.

Como observamos em nosso texto não é fácil ter controle disso tudo, pois são inúmeros os fatores que devemos estar atentos, então nada melhor do que ter um aliado no gerenciamento de sua propriedade leiteira.

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