A importância da avaliação da produção de leite por animal

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Cada vez mais a atividade leiteira no Brasil apresenta margens estreitas ao produtor e instabilidade em sua remuneração. A rentabilidade da atividade está diretamente ligada a indicadores zootécnicos e econômicos, onde tem influência direta na produção e consequentemente nos lucros.

Em fazendas onde não existem anotações dos eventos zootécnicos, o gerenciamento adequado das atividades realizadas se torna quase que impossível e, com isso o produtor não consegue visualizar sua real situação nem perceber para onde está caminhando. Entre os eventos zootécnicos que devem ser acompanhados em uma propriedade, estão os índices produtivos, fundamentais para fazer a avaliação da eficiência do sistema, como a produção de leite/vaca/dia.

A produção diária de leite individual deve ser monitorada com os seguintes objetivos:

  • Facilitar a divisão de lotes do rebanho;
  • Formular dietas adequadas para cada lote;
  • Acompanhar a curva de lactação de cada vaca;
  • Facilitar a identificação de problemas individuais;
  • Verificar a eficiência produtiva.

O leite de cada vaca deve ser pesado diariamente, semanalmente, quinzenalmente, ou no mínimo uma vez ao mês. Quanto menor o intervalo entre as pesagens, mais precisos serão os resultados.

As pesagens realizadas possibilitarão calcular o total da produção mensal de cada matriz. E, ao final da lactação, as somas das produções mensais resultarão na produção total de cada matriz. Esta produção total (na lactação), dividida pelo número de dias de lactação (de cada matriz), resultará na média diária/matriz durante todo o período de lactação. Deve-se buscar o ponto alto da produção de leite média diária/matriz para cada sistema produtivo e dentro da capacidade dos animais. Certamente, esta análise dependerá do perfil particular de cada projeto.

Quanto maior a produção diária do animal, maior a receita com a venda de leite e maior a diluição dos custos fixos por litro de leite. Porém, o aumento na produção traz consigo aumento nos custos variáveis, diminuição na eficiência reprodutiva e maiores chances de doenças metabólicas. Por isso, todos esses pontos devem ser levados em consideração ao se escolher a meta para cada sistema.

Cada produtor deve conhecer o nível de produtividade (média de produção/vaca/dia) máxima que as condições de manejo da propriedade permitem, nunca se esquecendo de que um maior nível de produtividade deve sempre ser almejado, mas desde que não se perca de vista a lucratividade.

 

Artigo adaptado: Rehagro

2017 vai ser favorável para o produtor e leite

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Após um ano de altas e baixas, 2017 tem tudo para ser um ano muito promissor ao produtor de leite. As condições para a produção de leite no país devem ser mais favoráveis que no ano anterior e com menor pressão de custos. Esse fator, somado à perspectiva de preços internacionais mais altos deve limitar as importações brasileiras, reduzindo o déficit da balança.

Dois importantes fatores apontam para condições melhores de produção e mercado para atividade.

Custos de produção – Concentrado

A CONAB divulgou, no último dia 8 de dezembro, suas projeções para a safra 2016/2017 de soja e milho.

No caso da soja (basicamente da safra de verão 2016/2017), o aumento na produção total esperado é de +7,3%, atingindo a casa das 102,4 mil toneladas do grão produzidas. Como um sinal de reação do mercado a este aumento nos volumes produzidos, os preços futuros da soja, de acordo com os contratos futuros negociados na BMF Bovespa, indicam hoje um preço médio de mercado da soja, no primeiro semestre de 2017, cerca de 2,4% menor do que o valor médio observado nos primeiros seis meses de 2016. Boa notícia!

Já no caso do milho, a notícia é melhor ainda. A projeção de produção total de milho em 2017, de acordo com a CONAB, é de crescimento expressivo, de 26% no volume total produzido no Brasil. A safra de verão deve crescer 7,3%, chegando a 27,7 milhões de toneladas e a safrinha (que há tempos já é maior do que a safra de verão) crescerá cerca de 37,7%.

Importações em baixa

Com o forte aumento dos preços internacionais dos lácteos – de julho a dezembro do ano passado, o preço médio do leite em pó integral subiu 73,5% na plataforma GDT – e com a leve desvalorização do real frente ao dólar de julho de 2016 para cá, as importações de lácteos ficaram muito menos competitivas em nosso mercado em relação à comparação feita no início de 2016. Devendo-se manter o cenário atual de preços internacionais e taxa de câmbio. Em 2017 pode-se esperar por um volume de importações de leite muito menor do que em 2016 (ano em que os volumes importados cresceram quase 80% em equivalente leite). Mais uma boa notícia para o produtor brasileiro!

Assim, se os altos e baixos do cenário de mercado de 2016 assustaram um pouco, pode-se esperar, com as informações que temos hoje, por um mercado mais favorável em 2017. A recomendação é manter as contas e os custos de produção bem controlados, para aproveitar ao máximo este bom cenário!

Fonte: Revista Produtor Itambé – Dezembro 2016

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Conforto térmico para vacas leiteiras

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Vacas leiteiras necessitam de ambiente que propicie as condições mínimas para a sua produção. Estes que são capazes de perceberem pequenos aumentos de temperatura e umidade, ao ponto de permanecerem mais tempo à sombra nos momentos mais quentes do dia, e também reduzem o consumo de alimento, conseqüentemente a produção leiteira e a fertilidade destes é diminuída. Causando um prejuízo significativo direto ao produtor.

Vacas leiteiras sob estresse térmico têm o seu desempenho produtivo e reprodutivo reduzido como consequência do acionamento dos mecanismos que regulam a temperatura corporal.

Ruminantes afetados por estresse de calor tendem a reduzir a ingestão de forragem volumosa, reduzindo a ingestão de matéria seca em aproximadamente 25% na tentativa de minimizar a produção de calor. O aumento da frequência respiratória e da ofegação são mecanismos fisiológicos importantes para perda de calor. No entanto, esses fatores utilizam gasto de energia, resultando no aumento da mantença diária de bovinos de leite de 7 para 25%, o que resulta também em produção de calor e perda de produtividade.

Com a temperatura ambiente acima de 30°C, o animal diminui a ingestão de alimentos e a produção de leite cai, e há um aumento de taxa respiratória, aumento dos batimentos cardíacos, sudorese, aumento na ingestão de água, diminuição na ingestão de alimentos e pastejo e ocorre a  procura por sombra e locais frescos.

Controle do estresse calórico:

O uso de instalações que reduzem a temperatura pode melhorar tanto a produção de leite como a taxa de prenhez desses animais.

É muito importante uma ventilação eficiente, desde as orientações das instalações até as árvores para o sombreamento adequado da área onde os animais permanecem.

Visando uma temperatura e conforto adequado, algumas medidas de sombreamento artificial, como uso de sombrites e aspersão de água são adotadas e muito bem sussedidas na prática. A técnica de aspersão utilizada em galpões tipo free stall, compost barn ou  sala de espera de ordenha pode proporcionar um aumento de 3% na produção de leite. Essa diferença na produção, apesar de pouco significativa, representa um aumento de 5,8% na receita mensal.

Visando um conforto térmico algumas medidas no manejo e ambientes podem ser tomadas:

  1. Plantio de árvores para um sombreamento natural e eficiente, pode-se adotar praticas silvipastorís visando também uma utilização florestal e agrícola da terra;
  1. Construção de sombra, utilizando sombrites por exemplo, nas áreas de descanso e sala de espera;
  1. Água fresca, limpa e a vontade a todos os lotes de animais;
  1. Reduzir distâncias que os animais precisam percorrer para se alimentar, beber ou ir para a ordenha; posicionando cochos e bebedouros em locais estratégicos;
  1. Reduzir o tempo na sala de espera;

6. Melhorar ventilação e resfriamento na sala de espera;

7. Instalar sistema de resfriamento em free stall e compost barn.

Fique atento e evite perdas produtivas e reprodutivas de seus animais, e ainda garanta um conforto e bem estar dos mesmos, o resultado virá em alta produtividade.

 

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Diagnóstico de Gestação

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Dentro de uma propriedade leiteira, o diagnóstico de gestação é um fator primordial. Para um controle reprodutivo de qualidade é imprescindível a realização do diagnóstico precoce da gestação, tanto para identificar as vacas prenhas como para detectar problemas reprodutivos e tratá-los logo no início.

Ao realizar o manejo reprodutivo das vacas, seja por inseminação artificial ou não, é muito importante detectar se o processo foi eficaz e se realmente aconteceu à concepção, evitando assim, manter por muito tempo uma vaca sem estar prenha, ou vazia, como costuma-se dizer. O diagnóstico de gestação é realizado para que esse procedimento seja controlado e atualmente é o método mais utilizado, devido a sua eficiência na detecção da prenhes. Ele identifica as vacas que não ficaram prenhas, permitindo a busca dos problemas que resultaram nisso. Desta forma, fica mais fácil tomar decisões para descarte por infertilidade ou realizar tratamentos medicamentosos nesses animais.

Além disso, a identificação das vacas prenhas permite a realização de um planejamento, possibilitando um cuidado diferenciado com a alimentação e manejos realizados nas gestantes. Prevenindo, também, doenças metabólicas e fazendo com que a futura bezerra se desenvolva da melhor forma possível, visando a reposição de plantel no futuro.

Para facilitar o trabalho do veterinário ou assistente técnico no momento desse diagnóstico, a Leigado – Inteligência para Pecuária criou uma tela exclusiva para este fim, onde pode ser listado todas as novilhas e as vacas em lactação, apresentando informações como: Data do último parto; dias em lactação; data da última inseminação ou cobertura; número de inseminações aplicadas; touro utilizado; status (prenha, vazia, liberada ou em aberto), quantos dias está prenha; e observações para o diagnóstico de gestação. Isso tudo deixa na vantagem os médicos veterinários, zootecnistas, técnicos e também produtores.

  • Dica: O relatório pode ser impresso e utilizado durante o processo de ultrassom. Caso tenha acesso a internet no local do ultrassom, a alteração do status ainda pode ser feita online.

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Importância de saber os indicadores zootécnicos.

Hoje vamos falar sobre o indicador “Dias em lactação (DEL)” que significa o período de lactação corrente de um rebanho. O valor médio deve ser calculado considerando todas as vacas em lactação, ou seja vacas que estão no início, no meio e no fim de lactação.

O valor médio ideal é de 150 a 180 dias. O valor em torno de 150, deve-se ao fato que a produção de leite cai em torno de 0,08 litro/dia após 150 dias.

Exemplo: Rebanho de 50 vacas, com DEL de 200 dias: 200 – 150 = 50 (n° de dias a mais que a meta ideal) 50 x 0,08 litros/dia = 4 litros/dia 4,0 litros/dia x 50 vacas = 200 litros/dia 200 litros/dia x 30 dias = 6.000 litros/mês.

Ou seja, o produtor deixa de receber 6.000 litros de leite a mais por mês.

Isto ocorre porque há uma maior proporção de vacas do meio para o fim da lactação, fases onde a produtividade naturalmente é menor.
Valores superiores a 180 dias indicam um inadequado desempenho reprodutivo, já que há uma menor produção de vacas parindo e no início de lactação.

Tenha sempre os indicadores em mãos para garantir a maior lucratividade de sua propriedade, para isso pode contar com o Leigado – Inteligência na pecuária.

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Gestão na Propriedade Leiteira:

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Atualmente percebemos uma mudança grande no setor leiteiro onde pequenas propriedades rurais são transformadas em verdadeiras empresas com divisão de trabalhos, tecnologia aplicada, genética de alto nível; essa mudança deve-se a  grande competitividade no mercado, alta dos preços de matérias primas etc.

Gestão nada mais é do que administração da propriedade, planejando atividades, considerando os animais como fonte de renda, trabalhar com metas, redução de custos e organização.

A eficiência de uma propriedade leiteira inicia com controle das despesas e receitas, determinando lucro ou prejuízo. O produtor de leite se preocupa muito com o preço do produto, e o preço não justifica sucesso ou fracasso de um negócio. O que interessa é o todo, custo em conjunto com o preço e renda, o que determinará o lucro propriamente dito da atividade.  (FARIA 2005).

Produzir leite a baixos custos e também com qualidade, necessita uma gestão eficiente, desde os controles zootécnicos, administrativos e econômicos. Sendo assim, avaliar o desempenho da pecuária leiteira permite identificar possíveis falhas e problemas na administração, fornecendo dados à tomada de decisões do produtor e do técnico.

Existem três elementos que devem ser levados em conta quando se trata de uma empresa rural:

 

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Cada um desses elementos precisa ser gerenciado.

No Rebanho são necessários investimento em nutrição, genética, manejo de qualidade, explorando o máximo o potencial de cada raça.

Nas Finanças é preciso saber custos, receitas e despesas diárias e futuras, evitando prejuízos e gastos inesperados.

E realizar a Gestão de pessoas deixando esclarecido o papel de cada colaborador dentro da fazenda, bom treinamento e relacionamento dos mesmos.

Com um bom planejamento, organização, equipe bem treinada e um produtor líder e ciente de todos os processos realizados dentro da propriedade boa parte do sucesso da produção está garantido.

A fim de facilitar o processo de gestão, deixando os produtores, médicos veterinários, zootecnistas e técnicos, tanto das pequenas até grandes propriedades, com mais tempo livre, segurança e tranquilidade na hora da tomada de decisões. Temos disponível no mercado a Leigado Software para Gado Leiteiro. Controle e gestão de sua fazenda de maneira eficiente.

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Criação de Bezerras:

 Cuidado com bezerras em uma fazenda leiteira é de grande importância, já que esses animais serão o futuro do plantel. É importante estar buscando sempre melhorar a qualidade do rebanho iniciando pela qualidade na criação das bezerras.

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A fim de garantir uma boa reposição do rebanho, iniciando no pré-parto, oferecendo às vacas conforto, alimentação balanceada, e um ótimo manejo. E após o parto, o colostro deve ser fornecido em quantidades que atendam às necessidades nutricionais e de anticorpos das recém-nascidas.

As principais medidas a serem tomadas para obter sucesso na criação são:

Diminuir ao máximo o índice de mortalidade;

Adotar um sistema preventivo de doenças;

Alcançar ganho de peso adequado durante o crescimento, para que as bezerras sejam precoces sexualmente e ótimas mães.

 O bezerro nasce sem imunidade, pois nos bovinos, os anticorpos e as imunoglobulinas não são transferidos da mãe para o feto através da placenta, como acontece com outras espécies. E sim pelo colostro que é o primeiro leite secretado pela mãe após o nascimento dos bezerros, que é rico em imunoglobulinas e será a fonte de imunidade aos recém-nascidos, sendo indispensável.

A absorção dessas imunoglobulinas no intestino dos animais é alta logo após o nascimento, diminuindo com o tempo, portanto, o bezerro deve tomar o colostro o quanto antes se possível nos primeiros 30 minutos de vida. (DUARTE, 2007)

A quantidade de colostro deve ser em média 2 kg para bezerras de raças grandes e 1 kg para bezerras de raças pequenas, período em que a absorção de imunoglobulinas é mais eficiente. E, posteriormente, na quantidade de 2 litros pela manhã e 2 litros à tarde, por 2 a 3 dias após o nascimento, principalmente, pelo seu elevado valor nutritivos e para reduzir a incidência de diarreias.

Importante lembrar a necessidade de ter um banco de colostro, para que a qualquer problema sofrido com a mãe, a bezerra não seja afetada trazendo um maior prejuízo. Um banco de colostro nada mais é que guardar em congelamento o colostro retirado dos animais, servindo de reserva para possíveis perdas de vacas ou problemas do gênero garantindo uma boa colostragem aos animais.

Posteriormente é iniciado o aleitamento da bezerra a baixo segue um exemplo de protocolo eficiente, levando em consideração a média de tamanho para raças pequenas e grandes.

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Diminuir a quantidade de litro de leite dado à bezerra significa tardar a precocidade sexual e diminuir o ganho de peso. Uma economia que será paga depois em baixa produção. Sendo assim um bom aleitamento, bom manejo, e boa colostragem é fundamental para uma bezerra saudável visando uma ótima mãe, melhorando assim todo o plantel.

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Controle a evolução de suas bezerras!

Realizar a pesagem ao nascimento das bezerras já virou uma rotina na prática de manejo com a recém-nascida. Acompanhar esta evolução de peso e tamanho desde a primeira fase garante uma boa criação de bezerras e consequentemente animais que expressarão o máximo de seu potencial em sua vida adulta.fita

Na fase que antecede a puberdade das novilhas é interessante que as taxas de crescimento sejam controladas, uma vez que altos ganhos de peso nesta fase podem comprometer a produção de leite futura destes animais.

O ganho nesta fase tem como objetivo a entrada na puberdade em idades mais jovens e, portanto, a entrada destes animais no sistema produtivo também mais precocemente. Porém é preciso ter cuidado, pois animais a cima do peso, na puberdade e primeiro parto, têm grandes chances de terem distúrbios metabólicos. Além de um gasto excessivo com nutrição para estes animais.

Excesso de ganho de peso nestas fases também pode resultar em menores produções de leite causadas pelo acúmulo de tecido adiposo no úbere e pela diminuição na quantidade de células mamárias. (Hackett & Tucker, 1968; Buskirk et al., 1996)

Em contrapartida baixo ganho de peso gera atraso na maturidade sexual e na idade ao primeiro parto. Eleva também o custo de produção do animal, pois assim passa mais tempo em uma fase em que não está produzindo.

Taxas baixas de ganho de peso aumentam a ocorrência de enfermidades nas fases iniciais e duplicam os riscos de doenças na vida adulta. Sem falar da dificuldade de recuperação do peso com o passar do tempo.

Os animais devem ser pesados mensalmente afim de verificar se a meta de ganho de peso diário está sendo atingida e caso não esteja, pode-se recuperar rapidamente com pequenas adequações. (Vieira, 2014)

Para facilitar o manejo de pesagem pode-se se usar a fita de pesagem. A fita dá uma estimativa do peso do animal, que é baseada na medida do diâmetro torácico do animal. As fitas são especificas para raças (pequena, média e grande) e são encontradas facilmente em casa agropecuárias.

Realizar a pesagem dos animais é uma tarefa simples e que gera resultado muito satisfatório e auxilia no controle ideal da evolução do rebanho.

 

 Cinco considerações importantes:

1.O acompanhamento do crescimento dos animais é importante para a avaliação do sucesso do manejo nutricional e sanitário.

2.O peso vivo dos animais é utilizado como ferramenta para decisões no manejo como, por exemplo, a inseminação.

3. As pesagens devem ser feitas frequentemente. Se possível, os animais devem ser pesados mensalmente. O ganho de peso deve ser calculado de acordo com a diferença no peso no período, e os animais devem ser avaliados e remanejados de acordo com peso e altura em lotes de crescimento.

4. O peso ao desmame, as taxas de ganho de peso durante o período que antecede a puberdade e o peso ao parto são fatores importantes para avaliação do programa de crescimento.

5. Além do peso vivo, outras medidas auxiliam na avaliação do crescimento como o perímetro torácico, a altura na cernelha e o escore de condição corporal.

(Bittar M., 2012)

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Você sabia?

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Correto Manejo da Vaca Seca = Adicional de 200 a 2.000 litros de leite por animal.

A secagem das vacas deve ocorrer em torno dos 60 dias que antecedem o parto com objetivo de restabelecer ou manter reservas corporais; e maximizar a produção de leite;

Por que é importante realizar manejo de secagem e pré-parto?

  • Melhor desenvolvimento do feto
  • Redução do consumo
  • Descanso dos alvéolos
  • Produção de colostro
  • Expressar Potencial máximo de produção
  • Diminui intervalo entre partos
  • Evitar doenças metabólicas.

Principais distúrbios metabólicos a evitar:

  • Retenção De Placenta;
  • Fígado Gorduroso;
  • Hipocalcemia;
  • Síndrome Acidose-Laminite;
  • Deslocamento De Abomaso;

Problemas metabólicos irão comprometer muito a produção de leite e a reprodução do rebanho, exigindo gastos com medicamentos, descarte de leite, ou seja, prejuízos altos no bolso do produtor.

A fim de impedir estes distúrbios as medidas a serem tomadas são muitos simples. Inicie com avaliação de condição de escore corporal dos animais: ECC.

Desde o momento da reprodução até o momento final da gestação o cuidado com  ECC é fundamental, já que vacas magras e gordas tem a propensão de maiores distúrbios metabólicos.

Após avaliação dos animais é possível balancear uma dieta eficiente para esses animais, prevenindo danos metabólicos aos animais e consequentemente financeiros a propriedade.

Tabela 01. Condição corporal recomendada em diferentes estágios:

Período do Animal Condição de Escore Corporal
Cobertura 2,5
Período seco 3,0 a 3,5
Parição 3,5 a 3,5
Término lactação 3,0 a 3,5

 

Protocolo Alimentar no Período Seco:

 Início do período seco (60 – 21 dias antes do parto)

Pastagem de qualidade e quantidade, silagem ou feno

+

Sal mineral

+

Sombra

+

Água fresca a vontade

 

Final do período seco – Pré-parto (21 dias antes do parto)

 Transferência para o Piquete maternidade.

Pastagem de qualidade e quantidade, silagem ou feno

+

Sal mineral PRÉ-PARTO

+

Concentrado

+

Sombra

+

Água fresca em quantidade.

 

Procure orientação de um zootecnista ou um veterinário para a elaboração das dietas, e fique atento aos prazos de cada manejo que são fundamentais.

 

 

Jéssica Guzzo de Godois, Zootecnista Leigado Sistema Online para Gado Leiteiro.

Literatura consultada: Manejo alimentar de vacas secas e em lactação, Fernando Kuss. Manejo no Período seco, Ricardo Dias Signoretti.

 

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Gestão e Planejamento

O que você deve fazer para ter sucesso na produção Leiteira?

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De nada adianta todos os outros parâmetros se faltar uma gestão de qualidade e um planejamento em sua atividade.

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