Quantos litros de água uma vaca bebe por dia

Água, um componente essencial para qualquer espécie do reino animal ou vegetal, sem ela não há vida, sem ela não há produção. Ela é responsável por diversas atividades metabólicas como: auxiliar na excreção do metabolismo, digestão dos alimentos e transporte de nutrientes. Cerca de 60 a 65% do corpo dos bovinos é composto por água, portanto, para se ter uma manutenção adequada das funções fisiológicas, se faz necessário que a mesma esteja disponível sempre que os animais desejarem beber.
Quando falamos na atividade leiteira, muitas vezes a água não receba tanta importância quanto deveria. Os produtores, muitas vezes, não tem o conhecimento de que os animais necessitam de água potável assim com nós e acabam fornecendo a eles água imprópria, de açudes ou lagoas, ou muitas vezes não fornecem a quantidade necessária, sem conhecer as consequências causadas na produção e na sanidade do rebanho leiteiro, quando consomem água com uma qualidade inapropriada.
Durante o período de lactação, as vacas bebem em média quatro litros de água por cada litro de leite produzido, portanto, uma vaca que produz 30 litros de leite durante um dia, deve consumir em torno de 120 litros de água. Em regiões ou em épocas do ano mais quentes, em que as temperaturas ultrapassam 22°C, o consumo de água aumenta entre 10 a 20%.
Na maioria das vezes a disponibilidade de água da propriedade é adequada, porém, tem-se falhas no fornecimento, em cochos pequenos, com fluxo de água baixo, qualidade ruim e falta de limpeza. Fazendo com que os animais se cansem de esperar e acabem desistindo de beber água, como consequência, produzem menos leite.
Para se estruturar um bebedouro, o fluxo de água deve ser em torno de 11 a 19 litros por minuto. Os bebedouros devem ser posicionados ao centro, ou em lugares estratégicos, os quais permitam os animais acessarem os mesmos. O indicado é que os cochos tenham uma largura aproximada de 60 cm, com altura entre 15-30 cm, permitindo que ocorra renovação da água dentro do choco, o comprimento e a quantidade de cochos vai depender, da quantidade de animais da propriedade, calcula-se em torno de 10 a 30 cm por cabeça.
Depois das precauções com o tamanho dos cochos, devemos cuidar da qualidade da água fornecida. Algumas perguntas devem ser feita diariamente: Eu beberia esta água? Se não, a qualidade não esta boa, isso mesmo, as vacas assim como nós, necessitam de água potável, para que desta forma o organismo desempenhe um bom funcionamento. Deve-se realizar uma limpeza semanal ou em alguns casos diária. A produtividade está baixa ? Confira a ingestão e a qualidade de água fornecida.
A dica é, observar o comportamentos dos animais no momento em que os mesmos estão bebendo água, se possível até medir a quantidade ingerida, pra ver se a mesma é adequada. Os animais agradecem e possivelmente terão um aumento de 10 a 20% em sua produção de leite.

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Por: Jucemara Rösler, Zootecnista e gerente comercial da Leigado Software para Gerenciamento de Propriedades Leiteiras

Mantenha seu Rebanho Vacinado e Livre da Febre Aftosa

Chegado novembro e com ele a segunda etapa de imunização dos rebanhos contra a Febre Aftosa, doença que causa grande importância, para o setor agropecuário do país. Teve seus primeiros registros no Brasil em 1895, na Região do Triângulo Mineiro, apenas em 1919 o Ministério da Agricultura criou o Código de profilaxia da doença e em 1969 criou a Campanha de vacinação contra a Febre Aftosa, com coordenação de uma equipe técnica.

A Febre Aftosa é considerada uma zoonose, (doença que pode ser transmitida de animais para humanos) embora raras vezes foi diagnosticada em humanos, os quais, servem de hospedeiro acidental da doença.

A doença é causada por um vírus  da família Picornaviridae, do gênero Aphthovirus e tem um alto poder de contaminação. Ela acomete animais biangulados como bovinos, suínos, caprinos ovinos e bubalinos. Após 72 horas da contaminação os animais apresentam os primeiros sintomas, febres entre 40° a 41° C, em seguidas surgem vesículas nas mucosas e cascos, diminuindo o apetite, causando perda de peso e produção de leite. O vírus está presente no fluído da vesícula e se espalha facilmente quando em contato com o local contaminado, podendo ser encontrado no leite sangue e urina.

A campanha de vacinação da Febre Aftosa, tem grande impacto, devido ao seu alto poder de disseminação e as perdas irreparáveis causadas pela doenças nos rebanhos. Em maio de 2018 a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) declarou o Brasil livre da doença, com vacinação. Na região Sul do país o Estado de Santa Catarina  é livre da vacinação dos animais.

O último foco da doença observado no país, foi em 2006 no Estado do Mato Grosso do Sul. A campanha da vacinação, foi muito importante para erradicar a doença no decorrer de 12 anos, e desta forma ainda é importante para que não venha mais ocorrer.

O custo da dose fica em torno de R$1,20 a R$1,40 dependendo da região, um custo baixo, quando analisamos os prejuízos causados pela enfermidade ao setor Agropecuário. A Febre Aftosa está classificada na Lista A do Código Sanitário Internacional,  devido ao seu alto grau de contágio, que coloca em risco o agronegócio. Os prejuízos econômicos ocasionados as perdas diretas com produção de carne, leite, abortos, mortes,  e indiretas, devido aos problemas que causam na comercialização de carnes ou ainda como sendo de curto, médio e longo prazo de acordo com o período de pós-infecção. O maior prejuízo está relacionado com o mercado internacional de produtos de origem animal. Isso porque os países livres da Febre Aftosa impõem severas restrições aos produtos de origem animal provenientes de países onde existem surtos desta patologia.

Portanto, o investimento na imunização dos animais é de extrema importância  e deve ser levado muito  a sério, pois os danos que a doença pode causar geram prejuízos irreparáveis, ao setor agropecuário e a qualidade alimentar. Não fique de fora, vacine o seu rebanho.

Por: Jucemara Rösler, Zootecnista e Gerente Comercial da Leigado.

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Ganhe tempo na Gestão de sua Propriedade!

Antes mesmo do sol raiar, ainda na madrugada, lá está o produtor de leite vestindo as suas botas de borracha iniciando a sua rotina diária, arrebanhar as vacas para o estábulo, iniciar a ordenhar e seguir com as atividades as quais perduram o dia todo. Sempre se deparando com tarefas que lhes exigem algumas horas extras, como um parto que ocorre durante madrugada, sendo remuneradas com menos horas de seu período de descanso.

As surpresas desta atividade são as mais improváveis possíveis e todas elas exigem algo muito precioso, nosso tempo, na maioria das vezes, não conhecemos o seu valor. Com uma rotina tão corrida, acabamos deixando algumas atividades sem fazer e uma delas é o gerenciamento, pois, requer tempo, o qual nem sempre temos de sobra e acabamos não cumprindo a tarefa mais importante da atividade, as anotações, consideradas “perda de tempo”.

As anotações, são tarefas as quais tem a opção de serem realizadas no dia seguinte e quando percebemos já se encerrou o mês e nada foi anotado, a atividade é levada as cegas, sem saber ao certo quanto lucramos ou se precisamos economizar no mês seguinte, começar é a parte mais difícil, porém, depois de organizado é mais fácil.

Saber quanto custa o seu litro de leite? Quantos partos ocorreram no ano? Quanto foi seu custo com alimentação? Como reduzir custos? Devemos ter estas e outras respostas para ter conhecimento da lucratividade do negócio. Anotar faz parte de gerenciar, que é tão importante quanto ter vacas produzindo leite. Anotar da trabalho, mas da bem menos, do que apagar incêndios, anotar permite conhecer os números e evita dores de cabeça e é o básico para alcançar as metas desejadas.

Pensando na agitada rotina a Leigado se tornou o melhor investimento dos produtores de Leite, um sistema completo, o qual permite gerenciar todos os seus dados, registros de animais, registros de gastos entre outros. O sistema permite agendar atividades auxiliando na organização, pois conta com o auxílio de um aplicativo que permite acompanhar de onde estiver, não passando nada sem anotar, além de calcular os índices produtivos e reprodutivos do seu plantel Leiteiro.

O Sistema Leigado é a ferramenta certa para gerenciar sua propriedade leiteira e administrar seu tempo. Conhecendo seus índices, saberá exatamente quais pontos necessitam de prioridade, disponibilizando todos os recurso para que este seja melhorado o mais rápido possível, economizando tempo e dinheiro.

Acesse nosso site, conheça a Leigado: www.leigado.com.br

Jucemara Rösler

Zootecnista e Gerente Comercial da Leigado-Inteligência para Pecuária Leiteira.

e-mail: jucemara@leigado.com.br

Intervalos Entre Partos (IEP)

Na grande maioria das propriedades produtoras de leite, os dados ainda são todos anotados em papeis, mas há algum problema em anotar em papel?
Não há problema algum, antes anotar em papel a não anotar em lugar nenhum, porém, de que adianta ter toda aquela pilha de papel se não podemos extrair nada que favoreça a gestão da fazenda? Os fichários não fazem cálculos sozinhos, portanto, na maioria das vezes não temos conhecimento de importantes números, sendo um deles o intervalo entre os partos.
O intervalo entre partos é um índice reprodutivo que deve ser avaliado constantemente, o ideal seria que o mesmo fosse de 12 meses, ou seja cada vaca deve ter um parto por ano. Para que isso ocorra, os dias em aberto devem ser até os 85 dias após o parto.
Para a atividade leiteira ser viável devemos manter um bom ciclo reprodutivo, sendo as vacas dependentes de partos para produzir leite, e quando o intervalo entre partos é prolongado acaba-se tendo perdas com produção, pois, é natural que conforme vai se passando os dias após o parto, os animais baixem inevitavelmente a produção,  sendo que este não é o único fator a ser considerado, o número de crias também diminui, as quais podem ser utilizadas como reposição ou comercializadas.
Vamos observar um exemplo entre dois panoramas, uma propriedade com 50 vacas com IEP de 12 meses e outro cenário da propriedade com um IEP de 18 meses, uma produção média de 20 litros por animal o que acumularia numa lactação de 6100 litros (305 dias).

Apenas uma vaca deixaria de produzir 9.150 litros durante a vida produtiva por animal e aproximadamente dois bezerros a menos. Em um rebanho de 50 vacas as perdas com produção são exageradamente grandes. Se contabilizarmos os 75 bezerros a menos e usarmos na lógica natural da probabilidade de 50% deles nascerem machos e 50% fêmeas a propriedade deixaria de criar 38 novilhas que poderiam ser comercializadas ou criadas para reposição do rebanho, sem contabilizarmos o descarte precoce que acaba ocorrendo devido à ineficiência reprodutiva dos animais. E quando não temos estes números, não é possível identificar os erros e desta forma corrigi-los.
Anotar, calcular e decidir são os passos para uma gestão de sucesso na atividade leiteira.

Jucemara Rösler, Zootecnista e Gerente Comercial da Leigado – Inteligência para Pecuária

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A Importância dos Cuidados na Ordenha

 

 

 

A ordenha talvez seja a atividade mais importante desenvolvida em uma propriedade leiteira. É o momento em que somos recompensados pelos esforços realizados diariamente. É durante a ordenha que comprovamos a eficiência: do manejo adotado, da dieta, da criação das bezerras e até a saúde do animal.
A ordenha deve ser vista não apenas como o ato de “tirar o leite”, mas com o ato de produzir alimentos, os quais serão ingeridos por adultos, crianças, pessoas enfermas entre outras categorias. Por este motivo se exige tanto da qualidade do leite entregue ao laticínio e o momento da ordenha dever ser levado a sério.

As vacas são animais dependentes de rotina. Para uma ordenha mais eficiente o ideal é ser realizado sempre com o mesmo intervalo de tempo, por exemplo: 12 em 12 horas quando são realizadas duas ordenhas ou de 8 em 8 horas quando o sistema adotado é de três ordenhas diária, sempre iniciadas no mesmo horário todos os dias. Este simples ato, pode parecer insignificante, mas algumas pesquisas apontam que pode-se ter uma diferença de até dois litros de leite por animal em um único dia. Pelo motivo que, quando o úbere esta cheio de leite o mesmo exerce uma pressão nas paredes as quais inibem a produção de leite e como o tempo até a outra ordenha é menor ela acaba não tendo tempo suficiente para encher o úbere.
Além de uma boa rotina, deve-se ter cuidado no momento da condução dos animais a sala de ordenha, da maneira mais calma possível não provocando estresse ao animal.

No momento da higienização dos tetos e úberes dos animais, deve-se utilizar água potável, seguido de uma desinfecção com produtos de rápida ativação. Recomenda-se sempre ter cuidando para que animais que apresentem algum tipo de mastite sejam ordenhados por ultimo, para se evitar contaminação dos demais. Quando este manejo não puder ser evitado, sugere-se que se tenha sempre algum produto para realizar a desinfecção do conjunto de ordenha, para se evitar uma contaminação do leite e dos animais. Após ser higienizado os tetos devem ser secados com papel toalha para eliminar os resíduo da sujeira e dos produtos. No final da ordenha recomenda-se que se utilize um produto para a fazer a selagem do teto, impedindo que bactérias adentrem o canal evitando mastites.  O ordenhador também deve ter um cuidado com a sua higiene pessoal para que se evite contaminação para que  seja produzido um leite mais saudável para o consumo humano.

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Você acompanha a evolução do peso das futuras vacas?

Mas por que é tão importante saber essas informações?

As novilhas devem ter uma produtividade melhor do que suas mães, pois na maioria das vezes se investe em genética a qual representa um custo alto na atividade e se espera recuperar quando as mesmas iniciarem a sua lactação. Para que isto ocorra se faz necessário uma boa criação.

A evolução da altura e do peso das bezerras leiterias é a forma mais simples para se avaliar as práticas de criação e manejo desenvolvidas na fazenda, a altura representa o crescimento ósseo do animal, e o ganho de peso representa o crescimento de órgãos e músculos.

A prática é muito simples e deve ser realizada ao nascimento e acompanhada a cada 15 ou 30 dias. É realizada com uma fita métrica padrão desenvolvida especialmente para esta finalidade ou por meio de balança. De acordo com alguns estudos espera-se que as bezerras dobrem o peso do nascimento aos 60 dias de vida, um ganho aproximado de 1 kg/dia até os 120 dias e 0,9 kg/dia dos 121 a 180 dias.

O acompanhamento constante permite que sejam avaliadas rapidamente as práticas de manejo e criação, auxiliando na detecção de falhas no manejo.

Utilizando o sistema Leigado você controla facilmente o desenvolvimento de suas bezerras e novilhas pois o sistema gera um relatório comparando o padrão americano, canadense e brasileiro com os dados de sua fazenda. Assim fica fácil acompanhar a evolução de suas bezerras e novilhas.

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[GUIA] Assistência técnica em propriedades leiteiras. Como ser mais eficiente?

IMPERDÍVEL!

Para você que é médico veterinário, zootecnista, agrônomo, técnico agrícola ou algum outro profissional do agronegócio e que já presta assistência técnica em propriedades leiteiras ou está pensando em ingressar nessa área, esse guia irá te auxiliar a ser mais eficiente e prestar uma consultoria diferenciada.

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Custos na produção de silagem

A silagem tem um papel importante na criação de gado leiteiro, por ser um alimento que será armazenado e terá disponibilidade nos períodos secos. Existem diversas plantas que servem para a produção de silagem porém o milho é uma das culturas mais utilizadas no Brasil, segundo o professor João Ricardo Alves Pereira da UEPG o milho é utilizado na alimentação das vacas em mais de 70% das propriedades do país.

Apesar de ser um alimento com baixo custo de produção requer um bom planejamento para que seja feito de forma correta e diversos são os fatores que influenciam na qualidade do produto final, dentre eles podemos citar: escolha do híbrido a ser plantado, colheita na maturidade adequada, velocidade da colheita, picagem, compactação e vedação do silo.

Para se calcular o custo de produção da silagem deve ser levado em conta todos os produtos e serviços utilizados desde a preparação da terra até a estocagem final e para auxiliar produtores e assistentes técnicos o sistema Leigado dispõe no módulo de estoque a tela de “Produção Própria” onde poderá ser lançado o produto final que seria a silagem e todos os produtos e serviços que compõem a silagem.

Vamos a um exemplo:

Primeiramente devo cadastrar um produto chamado Silagem que poderá ser em quilos ou em toneladas vai da preferência do usuário se quiser calcular o custo do quilo ou o custo da tonelada e cadastrar os locais de estoques que será armazenado a silagem, silos, trincheiras etc… também é necessário que esteja armazenado em locais de estoque os produtos utilizados para produção da silagem e após isso deverá ser informado todos esses produtos e serviços utilizados como, semente, adubo, herbicida, inseticida, lona, horas máquina, horas homem entre outros que poderão ser utilizados, muito importante que seja lançado todos que foram utilizados desde início até o final da produção, todos os produtos e serviços com seus preços de custos, depois de feito esses passos deverá informar a quantidade de silagem produzida, sendo informada automaticamente o sistema irá calcular o custo para cada quilo ou tonelada conforme critério do usuário.

Salvando esse registro o sistema irá dar baixa no estoque dos produtos que compõem e dará entrada no estoque do produto final que nesse caso será a silagem. Dessa forma você terá o custo mais aproximado da produção desse alimento tão importante na criação de gado leiteiro.

Lembrando que essa tela poderá ser utilizada para outras produções também, como feno, queijo, etc…

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Cuide da alimentação do seu gado e previna a Acidose Ruminal

* Este artigo foi originalmente publicado pela  Fundação Roge.

Geralmente, o principal ingrediente presente na dieta das vacas leiteiras vem das forrageiras que contêm altas concentrações de fibras que permitem ser digeridas lentamente no rúmen e não causam a produção de ácido láctico. Porém, muitos pecuaristas utilizam alimentos concentrados na forma de grãos para aumentar o consumo de energia e o desempenho do animal, especialmente os de alta produção. Essa adição de carboidratos pode prejudicar a microflora ruminal, causando a Acidose Ruminal.

A acidose é uma doença metabólica  ocasionada pelo alto consumo de amidos e carboidratos, isto é mudanças bruscas no regime alimentar sem adaptação da microflora ruminal. Ocorre em bovinos de todas as idades, e é mais comum em animais confinados. Como todas as doenças, a acidose traz prejuízos ao produtor, pois afeta diretamente a produção de leite podendo serem perdidos até 2 litros por dia.

Sintomas

Os sintomas podem ser observados após 12 a 24 horas após a ingestão elevada de carboidratos:

  • Fezes pastosas, moles, com coloração anormal, mucosa pálidas, febre, respiração acelerada, desidratação, diarreia;
  • Olhar fixo e andar cambaleante;
  • Pelos arrepiados.

Prevenção

Prevenir ainda é o melhor remédio para o produtor leiteiro. Por isso, a medida recomendada é o controle da alimentação  dos animais para evitar que haja a ingestão inadequada de alimentos, como grandes quantidades de grãos sem a adaptação necessária.

Em uma dieta que envolve o uso de grãos é importante que eles sejam introduzidos gradualmente para que haja uma boa adaptação. Sendo assim, não se deve fornecer mais que 0,3% do peso vivo do animal em grãos e não fazer mudanças bruscas.

Tratamento

A primeira etapa do tratamento é a suspensão de alimentos concentrados. Para casos leves de acidose, recomenda-se utilizar bicarbonato ou carbonato de magnésio (200-450 g/animal) sendo necessário o uso da sonda para retirar o conteúdo ruminal.

Geralmente a orientação é o uso de óleos e antifermentativos para auxiliar a evacuação e para reduzir a absorção dos ácidos e das toxinas. E também de antibióticos específicos para controlar o crescimento de bactérias produtoras de ácido láctico.

O tratamento da doença é complicado principalmente em vacas de alta produção por conta da alimentação, mas a prevenção é certa.

 

Fonte: Trabalho elaborado por alunos do Curso Técnico de Agropecuária da Academia do Leite/Fundação Roge: Bruno Meireles, Igor de Souza, João Pedro, Luiz Felipe Bernardes. Orientação: Professor Bruno Guimarães

 

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A importância de assistência técnica em propriedades leiteiras

Como em todo e qualquer negócio é fundamental se especializar e obter conhecimento para estar sempre em constante crescimento e para que isso ocorra nada melhor do que buscar ajuda em profissionais do ramo, ou seja, assistentes técnicos. Nestes se englobam médicos veterinários, zootecnistas, agrônomos, técnicos, consultores financeiros entre outros.

Uma propriedade leiteira é nada mais nada menos que uma verdadeira empresa, deve ser conduzida e gerenciada com intuito de produzir mais com um menor custo, porém por se tratar de uma atividade muito complexa e que não possui “folga” uma ajuda é sempre válida para que a empresa rural continue gerando lucro.

Para que essa assistência seja eficiente o produtor também precisa fazer sua parte anotando todos os dados zootécnicos e financeiros de sua propriedade isso irá contribuir muito para que o assistente possua parâmetros para poder trabalhar e tomar a decisão de forma mais assertiva possível e posteriormente poder avaliar sua evolução, se as decisões tomadas deram certo ou não, basta se dedicar alguns minutos do dia para anotar esses dados.

Mas ainda observamos que temos um grande caminho a percorrer, pois a maioria dos produtores ainda não fazem a utilização de assistência técnica, muitas vezes nem mesmo avaliam a produção individual de seus animais, este que é o primeiro indicador a ser levado em consideração, pois é por meio da produção leiteira que se dá a principal fonte de renda da propriedade. Sem esse valor fica difícil avaliar o desempenho dos animais e tomar decisão se vale a pena continuar com ele ou não.

Vamos citar aqui os “dias em aberto” que é um índice zootécnico que pode ser melhorado utilizando uma assistência técnica, os dias em aberto consiste no número de dias entre o parto e a inseminação ou cobertura após o parto. Para se ter um bom intervalo entre partos é aconselhável que os dias em aberto sejam menores que 85 dias, porém muitos produtores acabam deixando esse índice aumentar por diversos fatores, entre eles: falha na detecção de cio, problemas sanitários e até mesmo falta de informação sobre os animais. O crescimento desse índice acarreta em perdas econômicas significativas na propriedade.

O exemplo citado acima é apenas 1 dos fatores que poderiam ser melhorados, temos diversos outros e para que isso aconteça nada melhor que uma boa parceria entre produtores, assistentes técnicos e uma ferramenta de gestão para auxiliar na tomada de decisão e assim poder se manter no mercado.

Sabemos que o Brasil tem muito a crescer na produção leiteira e ainda estamos longe dos índices alcançados em países mais desenvolvidos, porém temos grande potencial de atingir esses números e iremos trabalhar juntos para que isso aconteça.

Que tal aumentar sua produção com o mesmo rebanho e a mesma estrutura? Uma ferramenta de gestão de propriedades leiteiras poderá te auxiliar nisso.

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